"Eles pensam que estão nos punindo fechando este canal" de comunicação, mas "na realidade estão punindo o mundo inteiro porque a crise climática não conhece limites geográficos ou fronteiras", disse John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

"Achamos que isso é basicamente irresponsável", completou.

"O maior emissor de gases de efeito estufa do mundo agora se nega a discutir os passos cruciais necessários para combater a crise climática que afeta nossos aliados, desde o aumento das águas nas ilhas do Pacífico até os incêndios na Europa", lembrou.

"Os chineses podem fazer muito para reduzir as tensões simplesmente interrompendo esses exercícios militares provocativos e abaixando o tom", acrescentou Kirby.

O porta-voz ainda garantiu que os Estados Unidos vão continuar a manter contatos militares "ao mais alto nível" com a China, apesar de Pequim ter suspendido vários acordos de cooperação, principalmente nesta área.

A China realiza desde quinta-feira manobras militares ao redor de Taiwan, as maiores até hoje, em represália à recente visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, à ilha.

Nesta sexta-feira, Pequim anunciou a suspensão da cooperação com os Estados Unidos no que se refere à mudança climática e defesa.

Os Estados Unidos insistem que não mudaram sua política em relação a Taiwan.

Uma política que poderia ser resumida da seguinte forma: Washington apoia militarmente o governo autônomo de Taiwan, reconhece a soberania chinesa e se opõe tanto à tentativa de independência total da ilha quanto à tomada do poder pela China.

A China considera a ilha como uma de suas províncias históricas e, portanto, se opõe a qualquer iniciativa que dê legitimidade internacional às autoridades taiwanesas e a qualquer contato oficial entre Taiwan e outros países.

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