A captura no domingo do "Galaxy Leader" e de seus 25 tripulantes ocorreu dias depois de os huthis, que contam com apoio do Irã, ameaçarem atacar navios israelenses devido à guerra entre Israel e Hamas.

"À luz da [...] pirataria de um navio em águas internacionais, começamos a rever as possíveis designações terroristas e também consideraremos outras opções junto com nossos aliados", declarou Kirby aos jornalistas.

O "Galaxy Leader", com bandeira das Bahamas e de propriedade britânica, é operado por uma empresa japonesa com vínculos com o empresário israelense Abraham "Rami" Ungar.

Kirby pediu aos rebeldes que "libertem imediatamente esse navio, assim como sua tripulação, e sem condições".

Os huthis afirmam que a captura é uma retaliação à guerra de Israel contra o Hamas, desencadeada após o ataque de combatentes do movimento islamista em 7 de outubro, que resultou em cerca de 1.200 mortos e cerca de 240 sequestrados, segundo as autoridades israelenses.

Mais de 14.000 pessoas morreram desde então nos bombardeios aéreos e operações terrestres de Israel na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, informa o Ministério da Saúde do território palestino.

Os huthis fazem parte do "eixo de resistência" dos aliados do Irã e lançaram drones e mísseis contra Israel.

Os Estados Unidos os retiraram de sua lista de "organizações terroristas" em fevereiro de 2021.

As autoridades consideraram que a designação complicava a resposta à crise humanitária no Iêmen, dilacerado pela guerra e parcialmente controlado pelo grupo rebelde.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.