A fonte, que falou sob condição de anonimato, disse que o acordo, denominado AUKUS, é uma nova peça "histórica" no foco crescente de Washington na região, onde a China está desafiando décadas de liderança e de domínio naval dos Estados Unidos.

O funcionário do governo de Joe Biden acrescentou que a aliança de "democracias marítimas" combinará as forças dos três países em áreas como "a segurança cibernética, a inteligência artificial - particularmente a inteligência artificial aplicada -, tecnologias quânticas e algumas capacidades submarinas".

A primeira iniciativa do AUKUS, contudo, será "apoiar o desejo da Austrália de adquirir submarinos de propulsão nuclear", segundo a fonte, que fez questão de enfatizar que isso não significa a aquisição de armas nucleares.

"A Austrália não busca, nem buscará armas nucleares. São submarinos de propulsão nuclear", afirmou.

Os representantes técnicos e navais dos três países passarão os próximos 18 meses decidindo como serão os procedimentos para tornar realidade o desejo da Austrália.

O funcionário americano também fez questão de destacar que se trata de uma decisão "única", dado que Reino Unido é único outro país que os Estados Unidos ajudaram a construir una frota nuclear.

"Esta tecnologia é extremamente sensível", afirmou a fonte. "Vemos isso como algo único", acrescentou.

Está previsto que o presidente Biden anuncie a iniciativa em um discurso esta noite, no qual será acompanhado virtualmente pelos primeiros-ministros australiano, Scott Morrison, e britânico, Boris Johnson.

A assinatura do acordo, por sua vez, deverá acontecer na próxima semana em Washington, segundo o jornal australiano Sydney Morning Herald.

Por outro lado, esta aliança poderá alterar as relações entre Austrália e França, já que deverá afetar um pedido de submarinos franceses, avaliado em US$ 60 bilhões (cerca de R$ 315 bilhões), feito pelo governo do ex-primeiro-ministro Malcom Turnbull em 2016.

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