"Estimamos que, no início de janeiro, vamos poder iniciar a campanha de vacinação", afirmou o ministro da Saúde, Salvador Illa, em entrevista coletiva.

"Nossa previsão é que 2,5 milhões de pessoas sejam vacinadas na primeira etapa", que deve durar cerca de dois meses, disse o presidente do governo, Pedro Sánchez, em cerimônia na Cantábria (norte).

Esta fase incluirá a imunização das "pessoas que estão em lares para idosos, dos profissionais de saúde que cuidam delas, dos profissionais de saúde que estão na linha de frente e de pessoas dependentes", detalhou Illa.

Na segunda etapa, com a disponibilidade progressiva das doses, o governo espera, para "maio, ou junho", ter "entre 15 e 20 milhões de espanhóis vacinados", disse Sánchez.

Os grupos populacionais envolvidos nesta segunda fase não foram especificados.

"Finalmente, a terceira etapa, quando o número de doses e vacinas disponíveis já será extenso e muito amplo, nos permitirá cobrir o conjunto da população", acrescentou o líder socialista.

Esta última fase deve começar no verão boreal (inverno no Brasil), embora o governo não tenha especificado quando todos os espanhóis terão recebido a vacina. Sua aplicação não será obrigatória.

Até o momento, o governo anunciou ter autorizado a compra de mais de 100 milhões de doses de vacinas, no âmbito de contratos da União Europeia (UE) com vários laboratórios.

No início de dezembro, o conselho de ministros aprovou a compra de 20,9 milhões de doses da Janssen; 8,3 milhões, da Moderna; e 23,5 milhões, da CureVac.

Nas últimas semanas, o governo Sánchez já havia anunciado que receberia doses de outras duas empresas farmacêuticas: 31,6 milhões, da AstraZeneca, e 20,9 milhões, da Pfizer-BioNTech.

Quase todas as vacinas requerem duas doses, o que significa que os 47 milhões de espanhóis já estariam cobertos.

A Espanha pretende dedicar as doses restantes a "tarefas de solidariedade" com terceiros países, segundo o governo.

Um dos países europeus mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, a Espanha acumula quase 1,7 milhão de casos de contágio e mais de 46.000 mortes.

A situação melhorou no último mês, quando a taxa de incidência acumulada do vírus se reduziu pela metade, para cerca de 240 casos a cada 100 mil habitantes em 14 dias, conforme o último balanço do Ministério da Saúde.

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