Com isso, o número de doses garantidas passa de 100 milhões.

O conselho de ministros aprovou hoje a compra de 20,9 milhões de doses da Janssen; 8,3 milhões, da Moderna; e 23,5 milhões, da CureVac. Elas serão fornecidas por meio de convênios firmados pela UE com estes laboratórios.

Nas últimas semanas, o governo do socialista Pedro Sánchez já havia anunciado que receberia doses de outras duas empresas farmacêuticas - 31,6 milhões, da AstraZeneca, e 20,9 milhões, da Pfizer-BioNTech -, elevando para 105 milhões o total de doses que a Espanha assegurou para sua população.

Como quase todas as vacinas requerem duas doses, essas aquisições servirão para imunizar pelo menos 57 milhões de pessoas, acima dos 47 milhões de habitantes do território.

O governo afirmou que as vacinas restantes serão destinadas a "tarefas de solidariedade" com terceiros países com difícil acesso à imunização.

"A Espanha garantiu o acesso às vacinas que começarão a ser fornecidas a partir de janeiro e que serão totalmente gratuitas para os cidadãos", celebrou a porta-voz do governo, María Jesús Montero, em entrevista coletiva.

"Estamos cada vez mais perto do fim do túnel, mas isso não pode se traduzir em um relaxamento maior" das restrições em vigor na Espanha durante as festividades de final de ano, para evitar novos picos de contágio, lembrou María Jesús.

Sob medidas como toques de recolher e fechamento de restaurantes em algumas regiões, a Espanha viu a incidência do vírus cair quase pela metade no último mês: de 520 casos a cada 100.000 habitantes em 14 dias, no início de novembro, para 275 casos no último balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (30).

A Espanha é um dos países europeus mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus, com 1,6 milhão de casos de contágio e mais de 45.000 mortos.

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