"Queremos aproveitar ao máximo as oportunidades de cooperação com o Egito e melhorar nossas relações de acordo com o princípio 'win-win'", disse Erdogan em uma entrevista à televisão pública turca TRT.

"Isso também é verdade para os países do Golfo", acrescentou Erdogan, referindo-se à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos, com os quais a Turquia mantém relações tensas.

Após anos de crise diplomática, a Turquia lançou uma ofensiva para restaurar suas relações com esses três países, começando pelo Egito.

As relações entre Ancara e Cairo quase foram rompidas após a remoção em 2013 do primeiro presidente egípcio democraticamente eleito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana e apoiado pela Turquia.

Em maio, uma delegação turca visitou o Cairo para negociações de alto nível entre os dois países.

"Eu conheço muito bem e amo o povo egípcio. Nossas relações culturais são muito fortes", insistiu Erdogan nesta terça-feira.

A Turquia quer sair de seu isolamento diplomático no Mediterrâneo oriental, onde a descoberta de grandes depósitos de gás natural nos últimos anos levou a uma divisão entre os países costeiros dos quais Ancara se sente excluída.

Esse princípio de reaproximação entre Ancara e Cairo também coincide com um apaziguamento entre Egito e Catar, principal aliado da Turquia na região.

Mas o caminho para a reconciliação não é fácil devido ao grande número de problemas que envenenam as relações.

Esses países se opõem no conflito da Líbia, onde Ancara apoia militarmente o governo de Trípoli, contra o qual luta uma facção apoiada pelo Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

As relações entre Ancara e Riade também sofreram com o assassinato em 2018 do oponente saudita Jamal Khashoggi no consulado de seu país em Istambul.

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