A concessão da exploração deixou de fora outras três empresas interessadas, entre elas as maiores exploradoras mundiais de lítio, a chilena Sociedad Química y Minera de Chile (SQM), que extrai 17% do metal no mundo, e a americana Albemarle, que produz 19%.

A licitação gerou polêmica por ter sido realizada faltando apenas três meses para o fim do mandato do conservador Sebastián Piñera, e depois das eleições presidenciais vencidas pelo esquerdista Gabriel Boric.

"O Ministério de Minas notificou a adjudicação do processo de licitação para impulsionar a produção de lítio no país, optando por entregar duas das cinco cotas ofertadas às empresas BYD Chile SpA [chinesa] e Servicios y Operaciones Mineras del Norte S.A. [chilena]", indicou a pasta através de um comunicado.

Cada empresa terá uma cota de 80.000 toneladas - que representa 1,8% das reservas de lítio conhecidas no Chile - com um prazo de sete anos para realizar a exploração geológica, os estudos e o desenvolvimento do projeto.

O contrato entrega outros 20 anos para a exploração do metal leve, considerado chave para o desenvolvimento de veículos elétricos. A licitação, no entanto, não estabelece o lugar de exploração.

De acordo com o Ministério de Minas, até 2016 o Chile era o maior produtor mundial de lítio, com 37% do mercado, mas hoje ocupa o segundo lugar - atrás da Austrália - com 32%. Se o país não conseguir aumentar sua produção, até 2030 sua participação pode cair para 17%.

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