"Primeiramente, deve-se solucionar a crise gerada pelas declarações unilaterais do presidente que se referem a um acordo de cessar-fogo bilateral com o ELN que não existe. Há um caminho de discussões que terá que ser retomado uma vez solucionada", declarou o principal comandante rebelde, Antonio García, em entrevista divulgada nas redes sociais do ELN.

À meia-noite de 31 de dezembro, Petro fez um anúncio surpreendente no Twitter, segundo o qual ele havia acertado uma trégua de seis meses com cinco grupos armados, entre eles o ELN, que negou o pacto.

"Um acordo é feito pelo menos entre duas partes. Se é decretado unilateralmente, trata-se de uma imposição, e não seria necessária nenhuma Mesa de Diálogos", criticou García em entrevista publicada no portal alcarajo.org.

A insurgência guevarista e o governo colombiano retomarão no México as negociações iniciadas em Caracas, na data provisória de 23 de janeiro.

"Conversaremos sobre a situação criada pelo governo, pela qual não temos nenhuma responsabilidade. Pelo contrário, somos vítimas", afirmou o comandante rebelde.

O conflito de meio século na Colômbia já deixou 9 milhões de vítimas, a maioria refugiados internos. Petro tomou posse em agosto como primeiro presidente de esquerda da Colômbia. Desde então, avança em uma política de "paz total", com a qual pretende desmobilizar rebeldes, narcotraficantes e membros de grupos criminosos por meio de negociações e submissões à Justiça com benefícios.

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