Além das condenações à morte, que não podem ser objetos de recursos porque todas as apelações legais foram esgotadas, o tribunal confirmou as penas, em alguns casos à prisão perpétua, contra 118 acusados.

Todos os condenados foram acusados de relação com o líder extremista egípcio Hisham el Ashmawy, ex-oficial das Forças Especiais que pegou em armas contra as autoridades e foi executado em março de 2020.

Ashmawy, que abandonou o exército egípcio em 2012, foi durante muito tempo um dos homens mais procurados do país.

O tribunal militar que o condenou à morte o declarou culpado de comandar o grupo extremista Ansar beit al Maqdes na península do Sinai, leste do país, onde acontece uma insurreição que se intensificou desde a derrubada do presidente islamita Mohamed Mursi em 2013.

Após a queda de Mursi e sua substituição pelo ex-marechal Abdel Fattah al Sissi, eleito presidente em 2014, a repressão da oposição islamita ou liberal não para de crescer.

Os julgamentos por "terrorismo" aumentaram e centenas de penas de morte foram pronunciadas.

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