"Agora que a vacinação contra a covid-19 é obrigatória para todos os militares, a Marinha anunciou planos para começar a dispensar os que recusarem a vacina sem uma isenção pendente ou aprovada", informou a instituição em comunicado.

Até agora, os membros das Forças Armadas tinham evitado responder perguntas sobre o que aconteceria com as tropas que não quisessem se vacinar, apesar de a obrigatoriedade de imunização ter começado a valer desde o fim de agosto.

A Marinha relatou que 98% de seus 350.000 membros da ativa tinham começado ou concluído o processo de vacinação.

A cifra cai para 96,7% em relação aos que receberam ao menos uma dose nas Forças Armadas como um todo, segundo informou o porta-voz do Pentágono, John Kirby, na terça-feira (12). Se forem incluídos os integrantes da reserva, a estimativa é de 80% com pelo menos uma dose.

Se as outras forças tomarem medidas tão drásticas quanto as da Marinha, cerca de 46 mil efetivos podem ser afastados do serviço. No entanto, é provável que o número de vacinados aumente antes da data limite.

O vice-almirante John Nowell, chefe de pessoal da Marinha, disse que sua força já registrou 164 mortes por coronavírus desde o início da pandemia.

Os efetivos que foram expulsos por recusarem a vacina serão dispensados com honras, mas poderão perder alguns benefícios ou ser obrigados a ressarcir financeiramente a educação e o treinamento recebidos, segundo o documento.

A Marinha é particularmente sensível à pandemia, pois um único caso pode infectar toda a tripulação de um navio ou submarino, deixando-o fora de serviço.

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