A primeira edição francesa do livro em que Hitler expõe sua ideologia antissemita e racista data de 1934.

Hitler escreveu a obra na prisão, entre 1924 e 1925, quando era chefe do partido nazista alemão e antes de vencer as eleições em 1933.

O manifesto do homem que liderou um genocídio contra os judeus e desencadeou a Segunda Guerra Mundial é, segundo os críticos, uma leitura difícil e pesada.

A editora Fayard confiou o texto ao renomado tradutor Olivier Mannoni.

O resultado é um livro de 1.000 páginas com o título "Historiciser le mal, une édition critique de Mein Kampf" ('Dar um contexto histórico ao mal, uma edição crítica do Mein Kampf', em tradução livre).

Um terço do volume corresponde ao texto original e dois terços à crítica.

Traduzir o livro significou descascar um texto "abominavelmente mal escrito", segundo Mannoni, que confrontou cada frase com outros especialistas sobre nazismo.

Mannoni disse que manteve o texto "em seu estado original: desordenado, confuso, repetitivo e às vezes obsessivo".

"Tentamos transpor, não traduzir", explicou à AFP Christian Ingrao, historiador e membro do comitê de especialistas que colaboraram na obra.

Ingrao explicou que durante cinco anos "cada frase do primeiro texto de Mannoni foi revisada".

O preço da obra é alto: 100 euros (mais de 120 dolares).

"Evidentemente, não queremos que seja uma publicação lucrativa", afirmou Fayard.

Todo o lucro das vendas será destinado à Fundação Auschwitz-Birkenau, encarregada da conservação histórica do campo de concentração, segundo a editora.

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