O resultado é um pouco melhor do que a média de 4,2% prevista por 40 analistas consultados pelo jornal Valor.

O único setor que registrou crescimento no ano passado foi a agropecuária (2%), enquanto a indústria perdeu 3,5% e os serviços caíram 4,5%, informou o IBGE.

Pelo lado da demanda, os investimentos caíram 0,8% e o consumo das famílias, 5,5%.

Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia latino-americana soma 7,4 trilhões de reais.

O PIB per capita registrou queda de 4,8%, para R$ 35.172, indicou o IBGE.

O colapso da economia de 2020 foi muito menor do que o previsto pelo FMI em junho (-9,1%) e do que de outras economias regionais, como México (-8,5%) ou Argentina (-10%), por causa do auxílio emergencial concedido pelo governo no período de abril a dezembro a um terço dos 212 milhões de brasileiros.

Mesmo assim, segundo o IBGE, essa é a maior queda desde o início, em 1996, da atual série histórica do instituto e a terceira desde o início do século 20, após as de 1981 (-4,25%) e 1990 (-4,35%), no período chamado de "década perdida" da América Latina.

Os dados culminam também em uma nova 'década perdida' da maior economia latino-americana, com crescimento médio anual de 0,30%, inferior ao de 1981 a 1990 (1,66%).

O país havia entrado em recessão no segundo trimestre, mas apresentou recuperação no terceiro (+7,7%), encerrando o quarto com alta de 3,2% em relação ao trimestre anterior.

No entanto, as projeções para 2021 estão sendo revisadas para baixo por causa da segunda onda da pandemia, mais letal que a primeira, e pelo fim do auxílio emergencial do governo.

Os analistas preveem uma nova queda do PIB no primeiro trimestre deste ano, com um segundo trimestre em dúvida e uma recuperação apenas no segundo semestre, para fechar 2021 com uma expansão de 3,29%, segundo as projeções do mercado.

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