Essas sentenças acarretam uma suspensão de pena de dois anos. Na prática, a pena se transforma em prisão perpétua.

As duas ex-autoridades chefiaram respectivamente as administrações de justiça e educação nesta região, palco de tensões entre a maioria muçulmana (principalmente uigur) e a minoria han (chinesa).

Vários países, incluindo os Estados Unidos, denunciam que o povo uigur está sendo vítima de um "genocídio".

Organizações de direitos humanos acusam Pequim de ter internado mais de um milhão de uigures em centros de reeducação política desde 2017.

O regime comunista nega o número e garante que são "centros de formação profissional" destinados a manter os uigures longe do islamismo radical e do separatismo, após uma série de atentados atribuídos a eles.

Neste contexto, o ex-ministro da Justiça de Xinjiang, Shirzat Bawudun, foi considerado culpado de ter conspirado com o Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (Mito) após se reunir com um membro desta organização em 2003, quando trabalhava na polícia, informou a agência estatal chinesa Xinhua.

O Mito está na lista da ONU de organizações terroristas, mas foi retirado da lista dos Estados Unidos em novembro passado, já que Washington duvida que o movimento ainda exista.

O Turquestão Oriental é frequentemente o nome dado a Xinjiang pelos uigures exilados que defendem a independência.

A justiça acusa Bawudun de ter realizado "atividades religiosas ilegais durante o casamento de sua filha".

Por sua vez, o ex-ministro regional da Educação, Sattar Sawut, foi considerado culpado de apologia ao separatismo, terrorismo e extremismo religioso em livros escolares na língua uigur, de acordo com o site do governo local.

Esses manuais foram usados por 13 anos.

A China não divulga o número de sentenças de morte que os tribunais pronunciam anualmente ou o número de execuções, mas a Anistia Internacional garante que o país é o primeiro no mundo no uso da pena de morte, com milhares de condenações e execuções anuais.

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