Michèle Marchand, conhecida como "Mimi", também foi acusada de "associação de criminosos para cometer fraude de grupo organizado" e foi colocada sob controle judicial.

A acusada "se opõe firmemente aos fatos alegados", disse Caroline Toby, a advogada de Marchand.

Esta figura proeminente da imprensa francesa de fofocas, próxima ao atual presidente francês Emmanuel Macron e sua esposa, foi presa na quinta-feira em meio a uma investigação judicial iniciada depois que o intermediário franco-libanês Ziad Takieddine concedeu uma entrevista a um jornalista da revista francesa Paris Match, que viajou para o Líbano com um fotógrafo da BestImage.

Nesta entrevista, concedida em novembro de 2020, Ziad Takieddine retirou suas declarações contra Nicolas Sarkozy, após acusá-lo de ter aceitado dinheiro para sua campanha presidencial por parte do líder líbio Muammar Gaddafi.

Após suas declarações, o ex-chefe de Estado comemorou que finalmente "a verdade" teria aparecido.

Dois meses depois, em 14 de janeiro, Takieddine foi interrogado em Beirute por dois juízes franceses encarregados do caso.

O intermediário declarou então que não confirmava "as declarações" publicadas após a entrevista e garantiu que foram "distorcidas" pela Paris Match, que "pertence a um amigo de Sarkozy".

Mimi Marchand "atuou como jornalista que teve como exclusiva a entrevista com Takieddine", informou Toby no sábado. "Ela só organizou as fotos e a entrevista", insistiu.

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