Luis Gonzalo Pérez e Rafael Hernández, jornalistas do canal colombiano de televisão por assinatura NTN24 na Venezuela, juntamente com dois ativistas da ONG Fundaredes, foram "soltos sem apresentação" aos tribunais da cidade de Guasdualito, estado de Apure (oeste), informou à AFP Gonzalo Himiob, advogado e diretor da ONG de direitos humanos Foro Penal.

Isso, depois de "25 horas de prisão arbitrária e desaparecimento forçado", tuitou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP), uma das principais organizações de jornalistas do país.

O grupo estava em La Victoria (estado de Apure, oeste), cidade na fronteira com a Colômbia.

Apure registrou um total de nove "terroristas" e quatro soldados mortos, além de mais de 30 detidos, em operações das Forças Armadas da Venezuela contra "grupos irregulares armados colombianos" entre 21 de março e quarta-feira, segundo um comunicado do Ministério da Defesa da Venezuela divulgado nesta quinta-feira.

Às 16h30 da quarta-feira, "a comunicação foi perdida" com os jornalistas e ativistas detidos" quatro horas antes, informou o SNTP.

"Eles foram detidos pela Guarda Nacional" (GNB) "e transferidos para o posto de controle da Guarda. Lá, perdemos a comunicação", explicou à AFP Javier Tarazona, diretor da Fundaredes.

A AFP entrou em contato com o governo venezuelano, mas não obteve resposta. Autoridades não se manifestaram sobre o assunto. Em nota, a NTN24 havia exigido das autoridades venezuelanas "informações imediatas" sobre as condições de seus jornalistas e pedido a sua libertação.

Ativistas de direitos humanos e líderes da oposição repudiaram o ocorrido.

"As violações dos direitos humanos continuam em Apure, desta vez contra jornalistas, apenas por relatarem a verdade sobre o que está acontecendo na região", tuitou o líder da oposição Juan Guaidó nesta quinta-feira.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reconheceu, então, a possibilidade de dissidentes da guerrilha dissolvida das Farc serem responsáveis por confrontos com militares e ataques a alvos civis na fronteira colombiano-venezuelana. Já as autoridades colombianas afirmam que se tratou de uma ofensiva contra uma ala de dissidentes das Farc.

O Ministério Público venezuelano informou que abriu uma investigação sobre a suposta execução de cinco agricultores denunciada por ONGs.

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