"O diretor dos serviços nacionais de inteligência, Panagiotis Kontoleon, apresentou sua renúncia (...), a qual foi aceita pelo primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis", o ministério disse em comunicado à imprensa.

Algumas horas antes, o secretário-geral do gabinete do primeiro-ministro Grigoris Dimitriadis e seu sobrinho também renunciou ao cargo.

As renúncias ocorrem uma semana após uma tentativa de espionagem de Nikos Androulakis, chefe do partido socialista Kinal-Pasok, através do programa conhecido como Predator, vir à tona.

Esse é o terceiro suposto caso de espionagem na Grécia em menos de um ano.

Em abril, o jornalista grego especializado em casos financeiros Thanassis Koukakis denunciou um ataque feito com o Predator em seu celular.

Já em fevereiro, uma alegada espionagem por parte dos serviços secretos em um jornalista grego especializado em assuntos migratórios foi levada ao Supremo Tribunal.

Nos três casos, o governo excluiu "qualquer envolvimento do Estado".

A mídia acusa Dimitriadis de estar "vinculado" ao "escândalo" de suposta espionagem de Androulakis e de Koukakis.

Os portais de investigação Reporters United e Inside Story revelaram recentemente que o ex-secretário-geral "estava ligado a pessoas físicas e jurídicas envolvidas direta ou indiretamente no caso das escutas".

Segundo especialistas, o programa de espionagem Predator, desenvolvido pela empresa Cytrox inicialmente na Macedônia, fronteira com a Grécia, e posteriormente em Israel, permite acessar mensagens e conversas.

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