A decisão foi anunciada no final de uma reunião dos líderes dos principais partidos de direita, entre eles os de extrema-direita Liga de Matteo Salvini e Irmãos da Itália.

O primeiro turno da votação por parte do Parlamento para o sucessor de Sergio Mattarella está marcado para o próximo dia 24 de janeiro.

"Os líderes da coalizão concordaram que Silvio Berlusconi é a pessoa certa para ocupar esse alto cargo em um período tão difícil, com a autoridade e a experiência que o país merece e que os italianos esperam", disseram em comunicado conjunto.

A eleição de Berlusconi, que aos 85 anos sonha em chegar à Presidência apesar de seus muitos contratempos legais e escândalos sexuais, é muito incerta, pois nas primeiras quatro votações são necessários dois terços dos votantes para a vitória.

Apesar de seus recentes problemas de saúde, Berlusconi deseja acrescentar um novo cargo ao seu extenso currículo, o de chefe de Estado.

Na Itália, uma república parlamentarista, o presidente ocupa sobretudo uma posição de prestígio, mas tem o poder de dissolver o Parlamento, convocar eleições antecipadas e mediar as frequentes crises governamentais como único árbitro.

Sergio Mattarella, um experiente parlamentar, está terminando seu mandato após sete anos. Ele foi fundamental para impor o atual primeiro-ministro Mario Draghi como líder de um governo de unidade nacional em fevereiro do ano passado, após o colapso da coalizão no poder.

Draghi é considerado o favorito para o cargo, embora ainda não seja um candidato oficial.

No entanto, sua eleição acarretaria no espinhoso problema de encontrar para ele um sucessor que tenha o apoio da maioria atual, o que poderia levar a eleições antecipadas.

Apresentado-o como o "herói da liberdade", que "acabou com a guerra fria" e "exemplo para todos os italianos", os apoiadores de Berlusconi lançaram nesta quinta-feira uma campanha inédita para a presidência com uma página publicitária em um jornal nacional exaltando sua genialidade e figura.

Um homem "bom e generoso", "amigo de todos, inimigo de ninguém", "um empresário que se tornou um exemplo para todos os italianos", também "o líder ocidental mais apreciado e aplaudido (8 minutos) na ' história do Congresso americano'", afirma o anúncio.

"Ele é um dos maiores contribuintes da Itália", ressalta o texto, que não aponta que ele foi condenado em 2013 por evasão fiscal, bem como seus atuais problemas judiciais por festas eróticas com menores de idade e suas relações suspeitas com pessoas próximas à máfia.

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