"Não podemos mudar o que passou. Mas podemos assumir nossas responsabilidades e nos desculpar com aqueles que deveríamos ter nos ocupado", disse Mette Frederiksen em um comunicado.

Em 1951, 22 crianças da Groenlândia, que até 1953 foi uma colônia dinamarquesa antes de adquirir progressivamente o status de território autônomo, foram escolhidas para se mudar para a Dinamarca metropolitana com a promessa de uma vida melhor, falar dinamarquês e voltar à ilha para formar a futura elite.

Na Dinamarca, as crianças foram privadas de contato com seus familiares e, quando retornaram, não foram devolvidas às suas famílias, mas colocadas em um orfanato. Muitos nunca voltaram a ver suas famílias.

Esse pedido de desculpa ocorre no momento da publicação por Copenhague e Nuuk, a capital das ilhas árticas, de um estudo sobre o destino reservado a essas crianças.

Há 70 anos, "a cooperação entre Dinamarca e Groenlândia se desenvolveu muito. Hoje somos iguais e juntos olhamos a história. Aprendemos e continuamos aprendendo sobre nosso passado comum, tanto o bom como o mau", afirmou o primeiro-ministro groenlandês Kim Kielsen, citado no comunicado.

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