"No escritório de Fidel no Palácio da Revolução tudo está como ele deixou em seu último dia ali. Tento imaginá-lo em meio às duras batalhas de tantos anos desafiantes. Me inspira, me emociona. Y sigo lutando", escreveu Díaz-Canel no Twitter.

Na escadaria da Universidade de Havana, centenas de estudantes se reuniram na noite de quarta-feira, sob forte chuva, para lembrar com música, dança e palavras o líder da Revolução Cubana.

O Centro Fidel Castro Ruz será inaugurado hoje, dia "em que se comemora o quinto aniversário do desaparecimento físico do líder histórico da Revolução Cubana", anunciou o jornal oficial Granma.

Castro liderou a revolução contra a ditadura de Fulgencio Batista, que triunfou em 1959 para instaurar um regime socialista que ainda perdura, sob a Presidência de Díaz-Canel.

Fidel adoeceu em 2006, cedendo o poder a seu irmão Raúl, atualmente aposentado com 90 anos, e faleceu em 25 de novembro de 2016, após lutar contra uma enfermidade por 10 anos.

Um mês após sua morte, o Parlamento cubano aprovou a lei 123 que proíbe a utilização de seu nome "para batizar instituições, praças, parques, avenidas, ruas e outros lugares públicos, assim como em qualquer tipo de condecoração, reconhecimento ou título honorífico".

Tampouco é permitido "utilizar sua figura para erguer monumentos, bustos, estátuas, faixas comemorativas e outras formas similares de homenagem".

Cumprindo o desejo de Fidel, em Cuba não há estatuas, nem ruas ou parques em sua homenagem, mas sua imagem está presente no país de diversas formas.

Como única exceção, a lei permite "o emprego de seu nome para denominar alguma instituição, que conforme a lei, seja constituída para o estudo e a difusão de seu pensamento e obra".

Com forte carisma, a liderança de Fidel foi criticada por seus adversários, que o acusavam de culto à personalidade.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.