Segundo observadores, os resultados atestam a tradicional desconfiança dos russos em relação às autoridades, acentuada pela falta de transparência no manejo da pandemia do coronavírus e pelas tensas relações com os países ocidentais.

O estudo foi realizado com 1.600 entrevistados, dos quais apenas 23% consideraram que o aparecimento do coronavírus foi devido a um fenômeno natural "sem intervenção humana".

Por outro lado, 64% consideram que é "artificial e que constitui uma nova arma biológica".

A maioria dos que acreditam que o vírus foi desenvolvido artificialmente tem entre 40 e 54 anos (71% dos entrevistados nessa faixa etária pensam assim).

A mesma pesquisa mostra que, em dois meses, o índice de russos dispostos a se vacinar passou de 38% para 30%.

Entre os que rejeitam o imunizante, 37% afirmam temer os efeitos colaterais, 23% esperam pelos resultados dos ensaios clínicos e 16% afirmaram que a vacinação "não fazia sentido".

A vacina russa Sputnik V, recebida a princípio com ceticismo, convenceu especialistas independentes e a revista médica The Lancet lhe conferiu uma eficácia de 91,6% contra as formas sintomáticas de covid-19.

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