A reunião, solicitada pela Irlanda, será realizada a portas fechadas ao meio-dia e não está garantido que leve à adoção de uma declaração conjunta, disseram os diplomatas.

A última reunião do Conselho sobre o Tigré foi celebrada em 2 de fevereiro para pedir maior acesso humanitário. No entanto, os membros africanos do Conselho tinham rejeitado de antemão a ideia de um texto conjunto.

Vários outros integrantes do Conselho de Segurança se somaram ao pedido da Irlanda de celebrar a reunião, disse um diplomata em caráter anônimo. Tratam-se de Estônia, França, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos, que na terça-feira pediram uma investigação internacional sobre as atrocidades denunciadas no Tigré.

Desde que o Exército etíope lançou uma operação militar nesta região separatista no começo de novembro, o Conselho de Segurança celebrou poucas reuniões sobre o tema, devido a divisões entre os países africanos, que o consideram um assunto interno, e os países ocidentais, para os quais a situação humanitária e a afluência de refugiados para os países vizinhos justificam a participação da instituição.

A ONU anunciou vários acordos com as autoridades etíopes, garantindo em princípio o "pleno acesso" a todo o país, mas sem qualquer aplicação real até agora.

Várias ONGs pediram no começo de 2021 que o Conselho de Segurança celebrasse uma reunião pública seguida de uma resolução, na qual pedisse o fim da obstrução da ajuda e uma investigação imediata dos supostos crimes de guerra cometidos na região.

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