A chegada da missão de quatro congressistas - três democratas e um republicano - aconteceu poucos dias depois do convite do presidente americano Joe Biden a Taiwan para uma reunião de cúpula sobre a democracia, o que irritou a China.

A visita demonstra "a firme amizade entre Taiwan e Estados Unidos, assim como o sólido apoio bipartidário a aprofundar os laços no Congresso", afirmou Xavier Chang, porta-voz da presidente taiwanesa Tsai Ing-wen.

A China considera Taiwan uma de suas províncias, embora seja governa de maneira separada e de forma democrática, e afirma que está comprometida a retomar o território, inclusive pela força se for necessário.

Especialmente no período da presidência de Xi Jinping em Pequim e de Tsai em Taipé, a tensão aumentou consideravelmente e as autoridades chinesas intensificaram os esforços para isolar a ilha no cenário internacional.

"Quando nossa viagem ficou conhecida ontem, meu escritório recebeu uma mensagem contundente da embaixada da China que afirmava que deveria cancelar a viagem", disse a congressista Elissa Slotkin.

O American Institute de Taiwan, a embaixada de fato dos Estados Unidos, afirmou que a visita de dois dias deve abordar "as relações Estados Unidos-Taiwan, a segurança regional e outras questões significativas de interesse mútuo".

A simpatia dos países ocidentais por Taiwan está crescendo, apesar da pressão diplomática, militar e econômica das autoridades chinesas sobre a ilha.

Além das duas visitas de congressistas americanos, um grupo de senadores franceses e uma delegação do Parlamento Europeu visitaram Taiwan nas últimas semanas.

O território é reconhecido oficialmente por apenas 15 países, mas mantém relações diplomáticas de fato com muitas nações.

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