O confronto ocorreu em uma área de disputa entre Ixchigúan e Tajumulco, no departamento de San Marcos, na fronteira com o México, disse à Rádio Sonora o ministro do Interior, David Napoleón Barrientos.

"Não podemos permitir que sigam os confrontos entre as comunidades de Ixchiguán e Tajumulco (...), que deixaram hoje três pessoas mortas e um comissário da polícia ferido", afirmou.

Barrientos apontou que após os novos incidentes "foi instalada uma mesa de crise para solucionar o conflito" na região, localizada entre as montanhas do planalto e assolada pelo narcotráfico com plantações de papoula.

As duas comunidades mantêm uma disputa há 80 anos devido a um problema de limites de terras que mesas de diálogo dirigidas pelo governo já tentaram resolver.

Em dezembro, um conflito similar de mais de 100 anos entre os municípios indígenas de Nahualá e Santa Catarina Ixtahuacán, também no oeste, provocou um massacre de 13 pessoas, entre elas três crianças e um policial.

Em 7 de janeiro, um contingente de mais 6.500 policiais, soldados e promotores que realizavam buscas e detenções no âmbito da investigação do massacre foi atacado a tiros na comunidade de Nahualá, com saldo de um agente morto e cerca de vinte feridos.

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