"A CIDH anuncia que realizará a visita de trabalho à Colômbia de 8 a 10 de junho para observar a situação dos direitos humanos devido aos protestos iniciados em 28 de abril", anunciou no Twitter na segunda-feira.

A Comissão com sede em Washington, um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), agradeceu o convite do governo de Iván Duque "e sua aceitação das datas propostas".

"Durante a visita, a CIDH se reunirá com diversos setores representativos da Colômbia, incluindo autoridades de diferentes níveis dos poderes públicos, representantes da sociedade civil, coletivos, sindicatos e grêmios", tuitou.

"Particularmente, a CIDH buscará ouvir as vítimas de violações aos direitos humanos e seus familiares para receber seus depoimentos, denúncias e comunicações; assim como pessoas que foram afetadas por ações de violência nesse contexto", acrescentou.

A crise social na Colômbia, originada após um projeto de reforma fiscal que o governo de Duque já retirou, deixa ao menos 59 mortos, entre eles dois uniformizados, mais de 2.300 feridos e 111 desaparecidos, enquanto persistem 68 bloqueios de estrada que afetam especialmente o sudoeste do país, segundo informações oficiais.

A CIDH solicitou em 14 de maio a anuência do governo de Duque para avaliar "in situ" a situação dos direitos humanos na Colômbia.

A vice-presidente colombiana, Marta Lucía Ramírez, de visita na semana passada em Washington, disse que devia esperar que os órgãos colombianos completassem suas próprias investigações.

Depois de se reunir com as autoridades da CIDH, Ramírez convidou a Comissão para viajar à Colômbia e anunciou uma audiência pública sobre a situação no país, prevista para 29 de junho.

A CIDH reiterou que a visita deveria ser "o mais rápido possível" e condenou as "graves violações dos direitos humanos no contexto dos protestos".

A Comissão considerou que, segundo informações do governo de Duque, até 25 de maio cerca de 1,5 milhão de pessoas participaram em mais de 9.600 manifestações em 794 dos 1.103 municípios da Colômbia.

A Colômbia deve "atender as causas dos protestos sociais", respeitar os direitos humanos dos manifestantes, e investigar e julgar "diligentemente" todas as violações denunciadas, afirmou a Comissão.

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