As autoridades relataram 163 mortes, número que elevou o total de falecimentos para 56.634, com uma soma de 2.428.029 casos desde março de 2020, em um país de 45,4 milhões de habitantes.

"Precisamos de medidas intensivas, transitórias, precoces e oportunas, sem afetar o comércio e a produção e o mínimo possível a educação. A segunda onda é uma realidade", disse a ministra da Saúde Carla Vizzotti em entrevista coletiva.

Para sua campanha de imunização contra a covid-19, o país já recebeu 7,2 milhões de vacinas, das quais mais de quatro milhões são da Sputnik V, do laboratório russo Gamaleya. As outras estão distribuídas entre Sinopharm (chinesa), Covishield (indiana) e AstraZeneca (anglo-sueca).

A Argentina está prestes a aplicar novas restrições diante de um alarmante aumento dos contágios, situação que exige "três semanas de um esforço maior" da população, afirmou Vizzotti.

Cerca de 4,5 milhões de doses foram administradas a 3,7 milhões de argentinos, entre os quais quase 700 mil receberam as duas doses.

No país sul-americano, as fronteiras estão fechadas ao turismo estrangeiro e os voos de e para países que passam por momentos críticos, como Reino Unido, Brasil e Chile, foram suspensos.

- Possível colapso da saúde -

As autoridades nacionais realizam reuniões com as províncias para acordar medidas preventivas e restrições, especialmente nos grandes centros urbanos.

"Embora estejamos vacinando, devemos reduzir a transmissão viral", enfatizou Vizzoti.

A Associação Argentina de Medicina Respiratória advertiu que "a possibilidade de um colapso da saúde é real".

"O ritmo de vacinação não será rápido o suficiente para conter uma segunda onda, a menos que a população voluntariamente decida restringir comportamentos de risco e adotar medidas de distanciamento, ao aceitar a vacinação que é oferecida", explicou nesta terça em nota.

A ministra disse que visa acelerar a vacinação de pessoas em risco, incluindo aquelas com mais de 60 anos e aquelas entre 18 e 59 anos com fatores de comorbidade, uma população estimada em 15 milhões de pessoas.

Segundo Vizzotti, 55,6% dos maiores de 80 anos já foram vacinados com pelo menos uma dose e 40,7% daqueles entre 70 e 79 anos também. Entre os profissionais de saúde, 90% já foram imunizados com a primeira dose e 60% com as duas.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.