Trata-se de "um ataque preventivo" no qual "estimamos que cerca de 15 pessoas foram mortas", disse o porta-voz do Exército, Richard Hecht a repórteres. A operação "ainda não acabou", acrescentou.

O porta-voz prevê uma réplica de disparos de foguetes do enclave palestino contra o território israelense.

A Jihad Islâmica, incluída na lista de organizações terroristas do Estados Unidos e da União Europeia (UE), confirmou a morte de um de seus líderes e acusou Israel de ter "desencadeando una guerra".

O movimento da organização na Palestina e sua ala militar da Brigada Al Quds lamentaram a morte do grande comandante jihadista Tayseer al Jabari 'Abu Mahmud', abatido em um assassinato sionista na cidade de Gaza", apontou.

Entre as vítimas está também uma menina de cinco anos "morta pela ocupação israelense", informou o ministro da Saúde de Gaza.

- "Sem trégua" -

Fontes de segurança palestinas e testemunhas disseram à AFP que presenciaram vários bombardeios, principalmente no centro da cidade de Gaza.

Jornalistas da AFP no local observaram a transferência de feridos e a ação dos bombeiros para apagar vários incêndios.

"O inimigo sionista começou essa agressão e deve se preparar para combatemos sem trégua (...). Depois desde bombardeio, não haverá trégua", declarou de Teerã o secretário-geral da Jihad Islâmica à emissora libanesa Al-Mayadeen.

"Temos que defender coletivamente nós mesmos e nosso povo. Não permitiremos que o inimigo mine a resistência e nossa perseverança nacional", disse um comunicado da organização.

A ofensiva israelense ocorre após a detenção na segunda-feira de Basem Saadi. um líder da Jihad Islâmica, na Cisjordânia ocupada.

As autoridades israelenses temiam ataques de retaliação de Gaza, território governado pelo grupo islâmico Hamas e com forte presença da Jihad.

Na terça-feira, o exército ordenou o fechamento de todas as passagens de fronteira, bloqueando a chegada de milhares de moradores de Gaza que possuem autorização de trabalho em Israel.

O fechamento também desacelerou a entrega de diesel, que geralmente é transportado por caminhão do Egito e Israel e alimenta a única usina de energia do território.

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