"Os servidores da força de segurança, que foram detidos pelos presos, estão salvos e sem danos à sua integridade física ou saúde", disse o órgão encarregado das prisões em nota.

"Nenhuma morte foi registrada" durante o novo motim, acrescentou a nota.

A polícia informou no Twitter que a ação de seus agentes "permitiu controlar os incidentes" no presídio de Latacunga, centro andino do Equador e capital da província de Cotopaxi.

Oito presidiários morreram no mesmo local na semana passada.

Anteriormente, o comandante da polícia, General Patricio Carrillo, havia relatado no Twitter que "esta manhã um novo motim na (prisão de) Cotopaxi resultou em 5 guardas detidos".

"O problema carcerário tem graves consequências e é diverso em suas manifestações, as crises nós resolvemos temporariamente com enormes esforços e sacrifícios", acrescentou.

Na terça-feira passada, o Equador viveu sua pior crise carcerária quando 79 reclusos dos pavilhões de segurança máxima morreram em violentos motins registrados em quatro presídios: dois do porto de Guayaquil (sudoeste), um de Cuenca (sul) e outro de Latacunga (centro).

As penitenciárias dessas três cidades são as principais do país e concentram 70% da população carcerária, de 38.000 pessoas.

Na prisão de Turi, na andina Cuenca, alguns presos foram decapitados e desmembrados e quase foram queimados, segundo a Promotoria.

As autoridades atribuem os motins a um confronto de gangues criminosas que disputam o poder e que estão supostamente vinculadas a organizações mexicanas e colombianas.

O sistema carcerário do Equador é composto por cerca de 60 centros de detenção com capacidade para abrigar 29.000 pessoas e conta com 1.500 guardas, com um déficit de pelo menos 2.500 guardas. A superpopulação é de cerca de 30%.

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