"Esta procuradoria tem os elementos para imputar uma série de pessoas físicas e jurídicas que estiveram encarregadas de garantir que as causas do colapso não ocorressem", afirmou a procuradora-geral Ernestina Godoy, em seu relatório final sobre o acidente que também deixou cerca de 80 pessoas feridas.

As denúncias serão formalizadas nas próximas horas em audiências perante o judiciário local, que notificará e convocará os prováveis responsáveis para iniciar o processo penal, explicou Godoy.

A autoridade destacou, no entanto, que seu gabinete tem incentivado que casos contra empresas sejam encaminhados por meio de "acordos de reparação" com as famílias das vítimas sob a premissa de que a justiça alternativa "pode oferecer melhores opções para acelerar a reparação integral" dos afetados.

Godoy destacou que algumas das empresas que participaram da construção da Linha 12 do metrô da Cidade do México demonstraram "desde o primeiro momento" interesse em mitigar e reparar os efeitos da tragédia.

Em junho, o magnata mexicano Carlos Slim, dono da empresa que construiu a maior parte do trecho comprometido, prometeu pagar por sua reconstrução, segundo o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

A procuradora indicou ainda que algumas das companhias envolvidas no acidente manifestaram interesse em disponibilizar recursos para um fundo que garanta a indenização aos familiares dos falecidos e feridos.

O colapso do trecho do metrô, ocorrido na noite de 3 de maio, foi provocado pela deformação das vigas que o sustentavam e a falta de parafusos funcionais, segundo a perícia técnica final da firma norueguesa DNV, contratada pela prefeitura da capital.

A investigação criminal da Procuradoria incluiu também perícia técnica própria, independente da realizada pela DNV, apontou Godoy.

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