Nesta quarta-feira (3), quando o Chile relembra o primeiro caso confirmado de covid-19, o país está entre os cinco primeiros do mundo que mais vacinaram sua população (18%) com ao menos uma dose, segundo uma classificação da AFP com base em dados do governo.

Além disso, o país é o oitavo e único latino-americano na classificação de doses (uma ou duas) administradas a cada 100 habitantes, com 18,3 doses.

Quarenta dias depois e após um início que envolveu apenas os profissionais da saúde, em 3 de fevereiro o Chile iniciou a campanha de vacinação em massa, gratuita e voluntária, que superou as 200.000 doses diárias.

Até terça-feira, o total de imunizados era de 3.529.523, equivalente a 23,5% da população alvo de 15 milhões e mais de 18% de sua população total de 19 milhões.

Com esses resultados, as autoridades chilenas afirmam que alcançaram quase um quarto da população suscetível de ser vacinada, que exclui os menores de 16 anos, mulheres grávidas e que amamentam, além de um grupo que não quer se vacinar.

O objetivo é alcançar os 15 milhões de vacinados antes de 30 de junho.

- Boa gestão e uma rede sólida -

O Chile foi um dos países mais afetados pela pandemia na América Latina, com mais de 820.000 casos e 20.000 mortes confirmadas.

Mas seu rápido processo de vacinação tem como base os recursos que obteve para comprar as doses e uma comprovada estratégia de distribuição graças a uma rede de saúde pública primária, com história desde os anos 1950 em grandes campanhas de vacinação.

"O Chile é um país que está muito conectado no mundo (tem 29 diferentes acordos com 65 economias) e essa vocação internacional se reflete também na busca pelas oportunidades onde quer que elas estejam", explicou à AFP Rodrigo Yáñez, subsecretário das relações econômicas internacionais e chefe das negociações para a compra de vacinas.

Após um início surpreendente, o que vem adiante para o Chile também é desafiador. Em três meses, o país deve vacinar contra o coronavírus mais de 10 milhões de pessoas e aplicar também cerca de 8 milhões de vacinas contra a gripe.

Até agora, a participação da população tem sido alta e a rejeição à vacina se mantém baixa (menos de 20% em média).

"No início eles chegavam com um pouco de medo, com várias perguntas e dúvidas, mas agora as pessoas chegam sem medo, estão bem informadas e não têm mais dúvidas", contou com orgulho a enfermeira Herreros.

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