A medida, que entra em vigor na próxima segunda-feira (5), foi anunciada ao mesmo tempo em que se informava o número diário mais alto de contágios de coronavírus em toda pandemia: 7.830 casos e 193 mortos.

Com esses registros, o país ultrapassou 1 milhão de casos (1.003.406) e alcançou as 23.328 mortes registradas desde o primeiro caso detectado em 3 de março de 2020.

"Precisamos com urgência de um esforço adicional, porque estamos em um momento muito crítico da pandemia", disse o porta-voz do governo Jaime Bellolio.

No país, as autoridades de saúde já detectaram a presença das variantes brasileira e britânica da covid-19.

O aumento dos contágios no Chile ocorre paralelamente ao rápido avanço da vacinação, que já alcançou sete milhões de pessoas com pelo menos uma dose.

A meta do governo é vacinar 80% da população antes de 30 de junho, neste país de 19 milhões de habitantes. No entanto, o sucesso do processo de vacinação gerou uma falsa sensação de segurança contra o vírus, o que se somou à retomada prematura de várias atividades - como aulas presenciais, academias e cassinos. Segundo os especialistas, esse foi o motivo do aumento sustentado dos casos.

Até o momento, 24% da população completou as duas doses necessárias para alcançar a imunidade.

O relatório Icovid desta quinta-feira, que reúne especialistas da Universidade do Chile, da Universidade Católica do Chile e da Universidade de Concepción, informa pela primeira vez uma presença menor na UTI de pacientes maiores de 70 anos.

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