A Comissão Independente sobre Abusos Sexuais na Igreja (Ciase), criada em 2018 pelo episcopado e instituições religiosas após vários escândalos, havia estimado em junho passado "3.000 vítimas" em uma primeira contagem feita a partir de chamadas telefônicas recebidas após seu pedido por testemunhos.

Um número que "certamente não reflete o todo", disse seu presidente, Jean-Marc Sauvé, que afirmou nesta terça à AFP que "este número pode aumentar para pelo menos 10.000".

Mas "a grande questão que se coloca é: que percentagem de vítimas atingiu? 25%, 10%, 5%? ou menos?", questionou Sauvé.

"Isso faz parte do trabalho que está em andamento na comissão", acrescentou, especificando que o número de 10.000 seria ainda refinado.

Em junho, Sauvé estimou que o número de agressores poderia chegar a 1.500, mas desta vez não evocou novos números.

"Em algumas congregações católicas e comunidades religiosas foi estabelecido um verdadeiro sistema de abusos (...) Mas se trata de uma minoria", declarou.

A comissão de inquérito apresentará suas conclusões no final de setembro.

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