No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, a caminhada pacífica, que aconteceu no centro histórico da capital, foi encabeçada por faixas com mensagens como "Tolerância zero para a violência contra as mulheres", "Pela vida das mulheres" e "Não à violência de gênero contra as mulheres trans, maias, garifunas, xincas e mestiças".

Durante a manifestação, mulheres sobreviventes da violência exigiram "a restituição total" de seus direitos e exigiram o fim da violência contra as "desde a infância".

Enquanto isso, o Defensor do Povo (ombudsman) Jordán Rodas expressou em um comunicado "sua profunda preocupação, porque este ano a violência sexual, o feminicídio e o desaparecimento forçado de meninas, adolescentes e mulheres aumentaram forma escandalosa".

A gravidez na adolescência também é um problema. Dados oficiais revelam que entre janeiro e setembro de 2021 ocorreram 1.453 partos em meninas de 10 a 14 anos e 52.590 em adolescentes de 15 a 19 anos.

"Além disso, houve um aumento de mais de 30% nos feminicídios, em relação ao mesmo período do ano anterior. A cada dia são registradas seis mulheres desaparecidas, cinco delas com idade entre 18 e 40 anos", lamentou Rodas.

De acordo com grupos humanitários, este ano cerca de 540 mulheres morreram devido à violência.

Para Rodas, esse problema mostra que o Estado guatemalteco "tem sido incapaz de cumprir suas obrigações de garantir a vida, a integridade e a saúde das mulheres, principalmente das meninas e adolescentes, que são mais vulneráveis".

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.