James Bradley, 20 anos, de Nova York, e Arwa Muthana, 29, do Alabama, foram presos na quarta-feira enquanto atravessavam a passarela para embarcar em um navio de carga em Newark, New Jersey.

O Departamento de Justiça informou que Bradley expressava opiniões extremistas violentas desde pelo menos 2019 e, em contatos com um agente secreto no ano passado, disse repetidamente que admirava no grupo do Estado Islâmico.

Ele também disse ao agente que estava disposto a realizar um ataque a um alvo nos EUA, possivelmente a Academia Militar dos EUA em West Point.

Bradley já havia chamado a atenção do FBI depois que um amigo seu foi preso em 2019 quando planejava viajar ao Afeganistão para se juntar ao Talibã, de acordo com um processo judicial.

Desde então, Bradley "continuou a expressar seu desejo de realizar atos violentos em apoio à ideologia islâmica radical, direcionou seu apoio e fidelidade ao EI e tentou viajar para o exterior para se unir e lutar pelo EI", explicou o FBI.

Por fim, Bradley decidiu ir para o Iêmen para se unir ao Estado Islâmico ao lado de Muthana, uma mulher com quem ele se casou em janeiro de 2021.

"A ameaça de terrorismo em casa e no exterior persiste", disse o procurador-geral adjunto John Demers.

Tanto Bradley quanto Muthana podem pegar até 20 anos de prisão sob a acusação de conspirar para fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira.

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