O magistrado de 68 anos, atual juiz de um tribunal federal de apelações, prometeu que fará da luta contra o extremismo uma prioridade de seu mandato, após o ataque de apoiadores do ex-presidente Donald Trump à sede do Congresso no mês passado.

Esse jurista moderado não apenas tem o respaldo dos democratas, mas também de figuras importantes do Partido Republicano, como o líder da minoria na Câmara alta, Mitch McConnell.

Graças a esses apoios, Garland superou sem problemas uma primeira votação no Comitê Judiciário do Senado nesta segunda: 15 senadores votaram a favor de sua nomeação e sete, todos republicanos, contra.

"Vou votar por ele. Espero não estar errado em dar a ele minha confiança", declarou o congressista Chuck Grassley, número dois dos republicanos no comitê.

"Os Estados Unidos serão melhores com alguém como ele à frente do Departamento de Justiça. Estou orgulhoso de apoiar o juiz Garland", declarou o presidente democrata do comitê, Dick Durbin.

Os democratas têm 50 assentos no Senado, o mesmo número que os republicanos, porém, podem contar com o voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

Durante sua audiência no Senado, em 22 de fevereiro, Garland afirmou que a ameaça da extrema direita nos EUA era pior que em 1995, quando um militante anti-governo realizou um atentado a um prédio federal em Oklahoma, deixando 168 mortos.

O candidato de Biden comparou esse ataque, cuja investigação judicial foi supervisionada por ele na época, com a invasão do Capitólio de 6 de janeiro

Em 2016, os republicanos, que tinham maioria no Senado, se opuseram à indicação de Garland por Barack Obama para a Suprema Corte. Eles argumentaram que faltava muito pouco para as eleições presidenciais daquele ano.

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