"Nós propomos propiciar uma articulação do Grupo de Lima e do Grupo de Contato Internacional para tentar uma nova estratégia que permita resolver a crise política na Venezuela", disse Mendoza, que disputa a Presidência com outros 17 candidatos.

O Grupo de Lima, criado em 2017 por iniciativa do Peru para buscar uma saída para a crise na Venezuela com as bênçãos dos Estados Unidos, fracassou até agora em conciliar o governo e a oposição naquele país.

"A evidência mostra que o papel do Grupo de Lima não foi o mais eficaz", disse a candidata, que está nos primeiros lugares nas pesquisas de uma campanha disputada, que se realiza em meio à pandemia do coronavírus.

Além disso, o Grupo de Lima - formado por Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia -, "se debilitou pela retirada recente da Argentina", disse ela em videoconferência com a imprensa estrangeira credenciada no Peru.

Para Mendoza, essa instância e o Grupo Internacional de Contato sobre a Venezuela, criado em 2019 por países americanos e europeus, deverão propiciar uma aproximação entre o governo Maduro e o líder opositor Juan Guaidó, a quem o Peru reconhece como presidente legítimo.

"Na prática e na realidade, o interlocutor com quem se deverá impulsionar este processo de diálogo para poder sair desta crise [é Maduro], juntamente a convocação de todos os setores da oposição", explicou, sem dizer o nome do presidente venezuelano, nem do líder opositor.

Mendoza evitou informar se seu eventual governo reconheceria Maduro ao invés de Guaidó, que integrou o Grupo de Lima como representante da Venezuela em 2019.

O Grupo de Contato é formado pela União Europeia, Alemanha, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, França, Itália, Holanda, Panamá, Portugal, República Dominicana, Suécia e Uruguai.

O Peru celebrará eleições presidenciais e legislativas em 11 de abril para eleger o sucessor do presidente interino, Francisco Sagasti, e renovar o Congresso, após permanentes crises políticas desde 2016.

Psicóloga e antropóloga de 40 anos, com estudos universitários e de pós-graduação em Paris, Verónika Mendoza foi legisladora em 2011-2016. Ela se candidatou à Presidência pela primeira vez em 2016, quando ficou em terceiro lugar, com 19% dos votos.

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