O recorde anterior datava de 29 de julho, com 1.595 óbitos. A média dos últimos sete dias é de 1.262 mortes diárias, cifra que, até fevereiro, não havia ultrapassado os 1.100. Nás últimas 24 horas, foram registrados 59.925 casos, somando um total de 10,6 milhões.

A alta atual está relacionada, segundo especialistas, a festas de ano-novo e carnaval realizadas em muitos locais, apesar da proibição de aglomerações em vigor nos principais estados. "Se não colaborarmos com as autoridades e as autoridades não colaboram conosco, não conseguiremos controlar a doença", disse a pneumologista e pesquisadora Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, em entrevista ao canal de TV GloboNews.

- Novas medidas de prevenção -

Os secretários de saúde dos 27 estados divulgaram ontem um comunicado preocupante, pedindo "a adoção imediata de medidas para evitar o colapso nacional iminente das redes de saúde pública e privada", incluindo a imposição de um toque de recolher entre as 20h e 6h em todo o país. Segundo um relatório da Fiocruz, a taxa de ocupação de leitos nas UTIs para adultos é superior a 80% em 20 capitais estaduais.

Em termos relativos, o país, de 212 milhões de habitantes, registra uma média de 122 mortos a cada 100 mil habitantes, cifra bastante inferior a de países como Reino Unido (182/100.000) e Bélgica (191/100.000), mas alguns estados ostentam números que dão a dimensão da tragédia em território nacional.

No Rio de Janeiro, com 33.176 mortos, a média é de 192 óbitos/100.000 habitantes. No Amazonas, a média é de 266 mortos/100.000 habitantes. A região Sul, menos afetada até o momento em termos relativos, observa um novo aumento do número de casos e óbitos. Em Florianópolis, a ocupação dos leitos de UTI é de 98% e em Porto Alegre, de 80%.

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