"Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia", declarou no Twitter o ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, após reunião entre vários ministérios para tratar da situação.

Ele especificou que a medida será oficializada neste sábado e que a restrição incluirá África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, localizados no sul do continente, onde a variante foi detectada pela primeira vez.

Na manhã desta sexta-feira, a Anvisa havia feito um apelo à adoção de medidas contra a nova cepa: "Considerando o impacto epidemiológico que a nova variante pode ter no cenário mundial (...) recomenda-se a suspensão imediata de todos os voos" dos países envolvidos.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou pelo Twitter que "a medida foi necessária para que a nova variante do coronavírus não cause grave impacto no Brasil".

O presidente Jair Bolsonaro prometeu à tarde "medidas racionais" para conter a entrada no país da nova variante, após descartar o fechamento de aeroportos.

A agência reguladora também recomendou a "suspensão temporária da autorização de desembarque no Brasil para estrangeiros que transitaram por esses países nos últimos 14 dias" e a quarentena para os brasileiros que retornam daquela região da África.

O anúncio de Nogueira não especifica esses pontos.

- "O Brasil não aguenta mais um lockdown" -

Bolsonaro afirmou durante evento oficial no Rio de Janeiro que "o Brasil não aguenta mais um lockdown".

Enquanto isso, a Prefeitura de Guarulhos, São Paulo, onde está o maior aeroporto internacional do país, pediu ao governo o reforço das barreiras sanitárias para os viajantes.

Entre elas, pedir comprovante de vacinação - ao que Bolsonaro se opõe veementemente - e quarentena para passageiros oriundos de países africanos, especialmente da África do Sul.

A variante B.1.1.529, potencialmente muito contagiosa e com múltiplas mutações, foi detectada na África do Sul, conforme anunciado na quinta-feira por um grupo de cientistas do país, que ainda não conhece a eficácia das vacinas contra ela.

Após o anúncio, vários países, como Reino Unido, Itália, Alemanha e França, decidiram fechar as portas aos viajantes de várias nações da África Austral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, indicou que "nesta fase a aplicação de restrições de viagens não é recomendada", segundo o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

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