Para sua primeira visita à América Latina, o secretário de Estado optou por viajar a San José, onde participará hoje de uma reunião de chanceleres dos países membros do Sistema de Integração Centro-Americana (Sica): Costa Rica, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e El Salvador. Está prevista também uma reunião entre Blinken e representantes do México.

Blinken desembarcou no aeroporto Juan Santamaría, que atende a San José, às 12h45 locais e foi recebido pela encarregada de negócios dos Estados Unidos na Costa Rica, Gloria Berbena. Em seguida, foi à Casa Presidencial para uma reunião com o presidente, Carlos Alvarado, e o chanceler, Rodolfo Solano.

"Esta é uma grande oportunidade para discutir soluções regionais" e "aprofundar nossa abordagem colaborativa para os desafios da migração", explicou Julie Chung, diretora para as Américas do Departamento de Estado dos EUA.

"Os imigrantes enriquecem nossa sociedade. Os imigrantes foram e sempre serão essenciais para o sucesso da América. Tenho orgulho de dizer que temos muitos imigrantes trabalhando aqui no Departamento de Estado", escreveu Blinken no Twitter antes de deixar Washington.

- 'Causas profundas' -

O objetivo da viagem é progredir no cumprimento da vontade do presidente americano, Joe Biden, de enfrentar as "causas profundas" da chegada de migrantes à fronteira sul dos Estados Unidos, informou Chung.

A diplomata lembrou que Washington planeja um pacote de ajuda de 4 bilhões de dólares aos países do chamado Triângulo Norte (Honduras, Guatemala e El Salvador).

"O governo tem sido claro desde o início sobre a importância de combater a corrupção", porque "quando se deseja combater a migração - migração ilegal - corrupção, governança e Estado de Direito, tudo está interligado", acrescentou Chung.

"Esta é uma das razões pelas quais as pessoas deixam suas casas. Elas não confiam em seus governos".

Ao chegar à Casa Branca em janeiro, Biden teve que lidar rapidamente com um grande fluxo de migrantes da América Central na fronteira com o México.

Os opositores republicanos acusam o presidente democrata, que prometeu uma política de imigração mais "humana", de ter criado um efeito de atração ao país e agora negar a existência de uma crise.

As reformas prometidas pelo democrata demoram, porém, a se concretizar. Biden confiou à sua vice-presidente, Kamala Harris, esse tema de alto risco. Por enquanto, ela prometeu uma ação global contra as "causas profundas" da chegada de migrantes, sem entrar em detalhes, antes de uma primeira viagem ao México e à Guatemala marcada para a próxima semana.

Embora Blinken tenha elogiado o exemplo da Costa Rica, que acaba de ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), também se reunirá em San José com chanceleres de países que mantêm relações tensas com os Estados Unidos.

Washington denunciou os ataques do governo de El Salvador à independência do judiciário e Chung reiterou sua preocupação com a situação na Nicarágua, especialmente no que diz respeito à liberdade de imprensa e aos direitos humanos.

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