O anterior governo de Donald Trump proibiu os americanos de comprar participações em 31 empresas chinesas que supostamente fornecem ou apoiam o aparato militar e de segurança da China.

A lista inclui importantes empresas de telecomunicações, construção e tecnologia, como China Mobile, China Telecom, a empresa de vigilância Hikvision e a China Railway Construction Corp.

A lista foi criada no âmbito de uma série de medidas da Casa Branca visando sufocar a ascensão do gigante asiático.

Pequim reiterou, nesta quinta-feira (3), sua indignação com a lista do governo Trump e prometeu proteger os direitos das empresas chinesas, alegando se tratar de uma ação "politicamente motivada" e que "ignora os fatos e a situação real" das empresas incluídas.

A proibição "mina seriamente as regras e a ordem do mercado" e "prejudica (...) os interesses dos investidores globais, incluindo os investidores americanos", declarou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Wang Wenbin, em entrevista coletiva.

A ordem de revisão de Biden fará com que o Departamento do Tesouro estabeleça uma nova lista de empresas que seriam atingidas por sanções financeiras por seus laços com os setores de tecnologia, defesa e vigilância da China, informou a Bloomberg News sem citar fontes.

O presidente deve assinar a ordem esta semana, acrescentou.

Anteriormente, as sanções e a escolha dos alvos estavam vinculadas a um relatório do Departamento de Defesa ordenado pelo Congresso.

A revisão será feita depois que duas empresas chinesas contestaram, com sucesso, a ordem na Justiça, razão pela qual Biden considerou necessário certificar-se de que era legalmente sólida e sustentável.

Embora o governo Biden tenha prometido adotar uma linha mais diplomática com a China, garantiu que seguirá uma linha rígida em várias questões, incluindo defesa e tecnologia.

Espera-se que a lista permaneça praticamente intacta, enquanto o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro adicionará startups após consultar os departamentos de Defesa e Estado.

Uma linha dura em relação à China tem apoio incomum entre os partidos no Capitólio, e os legisladores estão determinados a controlar sua crescente influência global.

Os senadores republicanos Tom Cotton e Marco Rubio, junto com os democratas Gary Peters e Mark Kelly, divulgaram uma carta bipartidária no início desta semana instando o governo a publicar uma nova lista.

"O governo dos Estados Unidos deve continuar a agir com coragem para bloquear a depredação econômica do Partido Comunista Chinês contra nossa base industrial", observaram.

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