Se for confirmado pelo Senado, Becerra, de 62 anos, se tornará o primeiro hispânico a chefiar o Secretário de Saúde e Serviços Humanos, acrescentando outro membro de origem latina ao diversificado gabinete do futuro presidente.

Biden já escolheu Alejandro Mayorkas, nascido em Cuba, como seu próximo chefe do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Em seus 12 mandatos como representante de Los Angeles no Congresso, Becerra foi um importante defensor dos direitos dos latinos e um grande partidário do programa de saúde do ex-presidente Barack Obama, uma política que foi muito atacada por Donald Trump e pelo Partido Republicano.

O canal NBC, o jornal The New York Times e outros meios de comunicação informaram os planos de Biden para nomear Becerra, citando fontes anônimas próximas ao presidente eleito.

Becerra foi eleito procurador-geral da Califórnia em 2016, sucedendo a vice-presidente eleita Kamala Harris depois que ela conquistou uma cadeira no Senado. Nascido em Sacramento (Califórnia) e de origem mexicana, ele foi o primeiro latino a ocupar o cargo.

Durante seu período na função, ele defendeu o programa de direitos dos imigrantes DACA na Suprema Corte.

Biden também confirmou que nomeará o conceituado epidemiologista Anthony Fauci, integrante da equipe responsável pela crise sanitária na Casa Branca no governo Donald Trump, como seu principal assessor para a covid-19.

Fauci, que os americanos estão acostumados a ouvir falar desde o início da pandemia incansavelmente sobre a necessidade de adotar medidas de contenção contra a propagação do vírus, manterá seu cargo de diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID).

Biden também anunciou que nomearia uma mulher, Rochelle Walensky, para liderar os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), na linha de frente no enfrentamento ao coronavírus.

A epidemiologista Marcella Núñez-Smith, nascida nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos, presidirá o Grupo de Trabalho sobre a Equidade e a covid-19.

"Esta equipe confiável e bem-sucedida de líderes trará o mais alto nível de integridade, rigor científico e experiência em gerenciamento de crises para um dos desafios mais difíceis que os Estados Unidos já enfrentaram: controlar a pandemia", anunciou Biden em um comunicado.

Todas essas nomeações precisarão ser confirmadas pelo Senado, atualmente de maioria republicana.

Além de Mayorkas no DHS, Biden já anunciou a composição de sua futura equipe econômica, incluindo a ex-presidente do Federal Reserve (banco central americano), Janet Yellen, para chefiar o Tesouro, assim como cargos de política externa, incluindo Antony Blinken como o futuro chefe da diplomacia americana e uma equipe de comunicações exclusivamente feminina na Casa Branca.

A posse de Biden está prevista para ocorrer em 20 de janeiro.

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