Seis dias antes da eleição, Biden, de 77 anos, permaneceu em sua residência em Delaware e votou cedo, assim como 74,7 milhões de outros americanos que já votaram antecipadamente.

O candidato democrata voltou a criticar seu rival sobre a situação da saúde no país, que continua a campanha em um país que registra 226.723 mortes pela covid-19, mais do que em qualquer outra nação no mundo.

"Este vírus atinge as minorias com muito mais força, principalmente os negros, latinos e indígenas", disse Biden.

O democrata também garantiu que a recusa do governo em reconhecer a realidade em um momento em que todos os dias 1.000 americanos morrem pela covid-19 "é um insulto às pessoas" que sofrem com o vírus.

De acordo com o FiveThirtyEight.com, 57,4% dos americanos desaprovam a gestão da pandemia feita por Trump.

Biden, no entanto, fez questão de ressaltar que mesmo que ganhe as eleições, "acabar com a pandemia exigirá um esforço imenso".

"Não estou fazendo campanha com uma promessa falsa de que posso acabar com a pandemia como alguém apertando um botão", acrescentou.

O republicano Trump, de 74 anos, continua seu ritmo frenético de comícios, que na última terça-feira o levou a Michigan, Wisconsin, Nebraska e Nevada.

Nesta quarta-feira, Trump faz campanha no Arizona, estado de tradição republicana onde seu adversário lidera ligeiramente as pesquisas, por uma margem de menos de três pontos.

O presidente vai encerrar o dia em Doral, na Flórida, sem esquecer os preciosos 29 votos eleitorais deste estado.

A imensa quantidade de votos obtidos antecipadamente sugere duas coisas: a primeira é que essas eleições terão um recorde de participação, e a segunda é que provavelmente os resultados não estarão disponíveis na noite da eleição.

A diretora de campanha de Biden, Jen O'Malley Dillon, informou na semana passada que a corrida eleitoral será "mais apertada" do que preveem os especialistas.

Conscientes do risco, os democratas apostam fortemente no comício do sábado, que reunirá o ex-presidente Barack Obama e Biden em Michigan, um estado pendular, fundamental para se chegar à Casa Branca.

- A economia nos holofotes -

Outro tema da campanha é a capacidade do país de se reeguer da dura recessão causada pela pandemia.

Diante de uma perspectiva atual de milhões de empregos destruídos, Trump prometeu aos eleitores na terça-feira que haverá "um recorde de prosperidade, crescimento épico e uma vacina segura".

Na quinta-feira, o Departamento de Comércio divulgará os números do crescimento do terceiro trimestre, depois que a economia absorveu o choque causado pela pandemia no trimestre anterior e registrou uma retração recorde de 31,7%.

Segundo o FMI, os Estados Unidos fecharão o ano com uma retração menos acentuada do que o esperado, com queda de 4,3% do PIB.

Porém, na ausência de acordo no Congresso para lançamento de novo plano de estímulo econômico e diante de avanços do vírus, o nervosismo reina nos mercados.

Wall Street abriu nesta quarta-feira novamente com perdas e o petróleo também acentuou sua queda.

- Toque de recolher na Filadélfia -

Outra questão que marca a campanha é a onda de protestos contra o racismo e a violência policial após a morte de George Floyd, um homem negro, asfixiado por um policial branco em maio em Minneapolis.

Outro incidente na segunda-feira, no qual a polícia matou a tiros um jovem negro de 27 anos que sofria de problemas mentais gerou uma onda de distúrbios na Filadélfia, que viveu na noite de terça-feira um segundo dia de violência.

Para evitar que os distúrbios continuem, as autoridades decretaram um toque de recolher para esta quarta-feira.

A Casa Branca disse em um comunicado que os distúrbios na Filadélfia são "a última das consequências da guerra contra a polícia empreendida pelos democratas".

Na terça-feira, Biden comentou o ocorrido afirmando que não se pode aceitar que nos EUA "uma crise psiquiátrica termine em morte".

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