"Não podemos ignorar esse procedimento hostil", declarou em nota o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Belarus, Anatoli Glaz, no momento em que sanções econômicas são introduzidas pelos Estados Unidos contra nove empresas públicas bielorrussas.

As medidas de retaliação incluem "a redução do pessoal diplomático, administrativo e técnico" na embaixada dos EUA em Minsk e "o endurecimento do processo de emissão de vistos" bielorrussos, segundo o comunicado. Belarus também retirou a autorização da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) para trabalhar no país.

Em Washington, o porta-voz da diplomacia dos EUA, Ned Price, confirmou que Minsk notificou suas decisões, que "entrarão em vigor em 13 de junho". "Infelizmente, foram as autoridades bielorrussas que trouxeram nossa relação a esta situação com sua repressão incessante e crescente a seus cidadãos", acrescentou.

As sanções contra as empresas bielorrussas foram restabelecidas em abril, após a violenta repressão às manifestações pró-democracia naquele país. "São ações ilegítimas, que vão contra o direito internacional e buscam pressionar um Estado soberano", insistiu Glaz. As medidas terão impacto, sobretudo, "nos cidadãos bielorrussos comuns", acrescentou.

Na semana passada, Washington anunciou que estava trabalhando com a União Europeia em sanções adicionais contra Belarus, após o desvio de um avião europeu por Minsk e a prisão de um jornalista dissidente a bordo.

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