O tiroteio ocorrido em um prédio comercial na cidade de Orange, ao sul de Los Angeles, ocorreu após dois outros que fizeram 18 mortos no mês de março nos Estados Unidos e que retomaram o debate sobre o acesso às armas de fogo no país.

"Este não foi um ato de violência aleatório", relatou a chefe de polícia Jennifer Amat em entrevista coletiva.

"Acredita-se que o motivo preliminar esteja relacionado a uma relação comercial e pessoal, que existia entre o suspeito e todas as vítimas, e parece que todos os adultos estavam ligados por negócios ou relação pessoal", acrescentou.

O suspeito, identificado como Aminadab Gaxiola González, de 44 anos, havia trancado as portas de acesso ao prédio com cadeados para bicicletas, atrasando a entrada da polícia no local.

O agressor, cujas motivações ainda são desconhecidas, também foi baleado após intervenção policial e foi levado para um hospital. Sua condição é crítica, segundo Amat.

O tiroteio ocorreu por volta das 17h30 locais, no último andar de um pequeno prédio comercial. De acordo com um jornal local, nele ficam escritórios de uma companhia de seguros, uma consultoria financeira e uma loja para conserto de telefones celulares.

Segundo o jornal Los Angeles Times, os policiais que chegaram ao local receberam disparos e reagiram.

Um homem, que pediu para não ser identificado, disse ao canal local KTLA5 que a situação foi "aterrorizante".

Outro, Cody Lev, declarou à mídia local que ouviu três explosões, seguidas de silêncio e, em seguida, sirenes de alarme.

"Não tivemos um incidente semelhante em Orange desde 1997", afirmou Jennifer Amata, referindo-se a um tiroteio que deixou quatro mortos.

"É uma tragédia para as vítimas, para suas famílias, nossa comunidade e para o departamento de polícia", acrescentou.

"É horrível, devastador. Estamos de todo coração com as famílias afetadas por essa terrível tragédia", disse o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

"Estou profundamente triste com as informações sobre um tiroteio no condado de Orange, e meus pensamentos estão com as vítimas e suas famílias", tuitou por sua vez a legisladora da Califórnia Katie Porter.

Este episódio se segue a dois ataques nos EUA nas últimas semanas, que relançaram o debate sobre a proliferação de armas de fogo no país.

Em 22 de março, um agressor matou dez pessoas em um supermercado em Boulder no Colorado, menos de uma semana depois que um homem matou oito pessoas em casas de massagem asiáticas na Geórgia, em Atlanta.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.