"Após uma noite difícil e depois de longas horas de trabalho da polícia israelense, dos serviços de segurança interna e do exército, conseguimos nesta manhã (...) fechar o cerco em torno do terrorista que foi morto em uma troca de tiros", declarou o comissário-chefe da polícia israelense, Yaacov Shabtai.

O homem, um palestino da Cisjordânia ocupada segundo a polícia, foi morto próximo a uma mesquita na região de Jafa, a poucos quilômetros do local do ataque que provocou cenas de pânico no coração da cidade.

Na quinta, por volta das 21:00 locais (15:00 de Brasília), o homem abriu fogo na rua Dizengoff, uma das principais vias dessa cidade costeira conhecida pelos seus cafés, bares e restaurantes. Matou duas pessoas e feriu dez, algumas com gravidade.

O atirador conseguiu fugir e a polícia enviou até 1.000 agentes de segurança à região para encontrá-lo.

"Há um ambiente de guerra, com soldados e policiais por todas as partes (...), revistaram o restaurante, há pessoas chorando e pessoas que correm por toda a parte", contou à AFP Benjamin Blum, empregado de um estabelecimento próximo do lugar onde o ataque foi perpetrado.

- "As pessoas caíam " -

Dror Yeheskel, de 39 anos, tomava uma bebida com um amigo nessa rua quando começaram os disparos.

"As pessoas começaram a correr em direção ao restaurante gritando 'há um terrorista'. Corremos para dentro do restaurante. Entre a multidão, as pessoas caíam. O pessoal nos empurrou até a cozinha. Estávamos amontoados e em pânico", relatou à AFP.

O hospital Ichilov de Tel Aviv indicou que, ao menos, quatro pessoas estavam em "estado grave". "Há pessoas com feridas graves, sobretudo no peito, no abdômen e alguns no rosto", declarou à AFP o diretor da instituição, Ronni Gamzu

Logo depois do ataque, o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennet, assegurou: "Onde quer que esteja esse terrorista, nós o encontraremos. E qualquer um que o ajude, direta ou indiretamente, pagará um preço".

Segundo o Shin Beth, o serviço de inteligência interna de Isreal, o assaltante tinha 28 anos e se chamava Raed Hazem.

É um palestino "sem afiliação conhecida" a uma facção armada e originário de Jenin, no norte da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, condenou o "ataque terrorista" e assegurou que estavam em "contato regular com seus sócios israelenses, com quem se posicionam contra o terrorismo sem sentido e a violência".

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