Em entrevista exclusiva à AFP realizada no Barein, o chanceler afirmou que a saudita, 31, é acusada de "ter mantido contato com Estados hostis ao reino e proporcionado informações classificadas, e outras questões como essa. Cabe aos tribunais decidir quais são os fatos."

Loujain Al-Hathloul foi presa com outras ativistas em maio de 2018, pouco antes de ser levantada a proibição de dirigir às mulheres sauditas, uma reforma pela qual militavam. A família de Loujain anunciou em 25 de novembro que seu caso havia sido transferido por um juiz da Corte Penal de Riade para um tribunal encarregado de casos de terrorismo.

A irmã da ré, Lina Al-Hathloul afirmou que não foi apresentada nenhuma prova para sustentar as acusações contra Loujain desde a prisão da mesma. Seu julgamento, a portas fechadas, teve início em março de 2019.

"As acusações contra Loujain citam explicitamente contatos com União Europeia, Reino Unido e Holanda. A Arábia Saudita os considera inimigos?", questionou Lina em conversa com a AFP. "As acusações citam apenas seu ativismo. É acusada de ter se pronunciado sobre a situação dos direitos humanos na Arábia Saudita em conferências internacionais e junto a ONGs."

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