No momento do incidente, o presidente americano, Joe Biden, havia deixado Washington com destino à residência oficial de Camp David. Ele declarou estar "devastado". "Jill (a primeira-dama) e eu ficamos com o coração partido quando soubemos do violento ataque contra um controle de segurança do Capitólio", declarou em comunicado, no qual informou ter determinado o hasteamento a meio mastro da bandeira americana na Casa Branca.

O incidente ocorreu às 13h02 locais (14h02 de Brasília), quando o suspeito atropelou os dois agentes que vigiavam a barreira norte do Capitólio, informou Yogananda Pittman, chefe interina da polícia do Capitólio. O suspeito saiu do carro com uma faca na mão e não respondeu às advertências verbais feitas pelos agentes no local, após o que os policiais atiraram.

"Um dos nossos agentes sucumbiu aos ferimentos", disse Yogananda em coletiva de imprensa. Pouco depois, o corpo policial identificou o agente morto como William Evans, que trabalhava há 18 anos na polícia. Segundo autoridades, o suspeito do atropelamento morreu pouco depois das 13h30 locais.

O evento "não parece ser relacionado com o terrorismo, mas temos que continuar investigando para ver se há algum vínculo deste tipo", disse à imprensa Robert Contee, chefe da Polícia Metropolitana de Washington. "Precisamos entender a motivação por trás desse ato sem sentido", acrescentou.

Canais de TV mostraram um carro azul que bateu na barreira de segurança de uma das ruas que leva ao Congresso dos Estados Unidos. Após o incidente desta sexta-feira, o Capitólio e os edifícios adjacentes foram fechados. O Congresso estava em recesso para a Semana Santa, então havia menos funcionários no local.

- Guarda nacional -

Este incidente se segue ao violento ataque ao edifício do Capitólio em 6 de janeiro por partidários de Trump que queriam interromper a certificação da vitória de seu adversário, Joe Biden, nas eleições presidenciais de novembro passado. O grupo buscou impedir a oficialização dos resultados, após o ex-presidente republicano alegar sem apresentar evidências que houve fraude nas eleições.

Cinco pessoas morreram nos incidentes de janeiro, incluindo um policial do Capitólio. Desde então, as autoridades ergueram uma barreira e fecharam um amplo perímetro em volta do Capitólio, mas nos últimos dias haviam começado a reduzir a área cercada e abrir o tráfego.

A democrata Nancy Pelosi, líder da Câmara dos Representantes, disse que o polícial morto é "um mártir da democracia" e afirmou que o Congresso está pronto para ajudar as forças de ordem em uma investigação "rápida e exaustiva desse atentado atroz". Já o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse estar com "o coração partido" pela morte do policial.

O congressista Peter Meijer, por sua vez, pediu ao Twitter orações pelos policiais do Capitólio e pelo pessoal de emergência no local. "Estamos tentando entender a situação que está se desenvolvendo no Capitólio agora", disse o deputado.

Após o atropelamento, um grande contingente de agentes da Guarda Nacional e veículos foram mobilizados para o local e um helicóptero pousou na área.

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