Os dois países, que travaram uma guerra no ano passado pelo controle da região de Nagorno Karabakh, apresentaram recursos na Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, acusando-se mutuamente de discriminação racial.

As audiências judiciais na CIJ, que resolve disputas entre Estados, começaram nesta semana e o processo poderia se prolongar por vários anos.

A Armênia pediu ao tribunal que tome medidas de emergência para proteger os armênios, enquanto o recurso é analisado.

"Com este recurso, a Armênia quer prevenir e remediar o ciclo de violência e ódio contra os armênios de sangue puro", afirmou Yeghishe Kirakosyan, representante do país.

"A Armênia quer proteger urgentemente os direitos dos armênios de sangue puro contra um dano irreparável iminente", acrescentou.

O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, admitiu abertamente que seu país começou a guerra de seis semanas em setembro de 2020, alimentando a violência étnica e o ódio, disse.

As autoridades azerbaijanas doutrinam a população "geração após geração", em uma "cultura de medo e de ódio contra qualquer armênio", disse Kirakosyan.

O Azerbaijão se pronunciará ao tribunal na próxima semana.

Mais de 6.500 pessoas morreram na guerra de 2020 pelo enclave de Nagorno Karabakh, que já foi a causa de outra guerra na década de 1990.

A Armênia sofreu uma derrota na guerra de 2020 e se viu obrigada a ceder várias regiões.

Atualmente persiste a tensão entre as duas ex-repúblicas soviéticas, apesar da assinatura de um cessar-fogo e da mobilização de forças russas para a manutenção da paz.

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