"Esses 1.247 produtos com preços congelados serão uma âncora para a inflação", afirmou nesta quinta-feira o secretário de Comércio Interior, Roberto Feletti. Segundo o acordo, os preços desses produtos, correspondentes a alimentação e limpeza, devem recuar até 1º de outubro e permanecer inalterados até 7 de janeiro.

"O fundamental é frear a inflação e garantir um trimestre de muito consumo", declarou Feletti à rádio El Uncover. O Instituto Nacional de Estatísticas divulgou nesta quinta-feira que o índice de inflação em setembro foi de 3,5%, o que elevou a taxa interanual para 52,5%.

A inflação é um problema persistente na Argentina, que registra taxas anuais de dois dígitos há duas décadas. O acordo de preços amplia e reforça o programa "Preços Cuidados", lançado em 2014 para estabelecer valores de referência de 500 produtos básicos da cesta familiar, como instrumento de combate à inflação.

O novo pacto de preços foi aprovado no âmbito de protestos de organizações sociais, que exigem mais assistência e subsídios alimentares devido à crise econômica, que mantém 40% da população na pobreza.

Semanas atrás, o governo decidiu aumentar em 16% o salário mínimo, para elevá-lo a 33.000 pesos mensais (US$ 317), menos da metade do valor da cesta básica de uma família típica, segundo o Indec. Também anunciou o pagamento, a partir de outubro, de um complemento que beneficiará quase 2 milhões de assalariados registrados.

A Argentina irá realizar eleições legislativas em 14 de novembro, nas quais o governo tentará manter a maioria no Senado, faltando dois anos para o fim de seu mandato.

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