"Adotada sem o benefício de grandes consultas prévias entre todos os estados membros, esta decisão não tem vocação, nem capacidade para legitimar as práticas e comportamentos do referido observador", disse o Ministério das Relações Exteriores da Argélia em um comunicado.

Sem citar Israel, a declaração acrescenta que as ações do observador "são totalmente incompatíveis com os valores, princípios e objetivos consagrados na Ata Constitutiva da União Africana".

O país conquistou o status de observador para a UA, sediada na Etiópia, na última quinta-feira, uma vitória diplomática do Estado hebraico, que a reclama há anos.

Israel, que mantém relações com 46 países africanos, tinha status de observador na antiga Organização da Unidade Africana, mas o perdeu com sua transformação em União Africana em 2002.

Os palestinos já têm status de observadores na UA, onde contam com apoiadores importantes em seu conflito com Israel.

Desde a sua independência em 1962, a Argélia tem abraçado a causa do "direito dos povos à autodeterminação", em particular dos palestinianos, com os quais mantém laços históricos.

Argel não mantém relações diplomáticas com "a entidade sionista", como chama o Estado de Israel.

Os conteúdos mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Brasil e fique por dentro.

Siga-nos na sua rede favorita.