"Estamos imersos nesse processo com nossos aliados e vemos perspectivas muito positivas para um acordo final", disse ele, especificando que a possível solução envolverá "todas as partes afetadas".

Até recentemente, esse conflito, que começou há três anos e que colocou um grupo de países da região contra o Catar, parecia insolúvel.

Mas o príncipe Faisal afirmou em uma entrevista à margem de uma conferência de segurança no Bahrein que avanços serão feitos muito em breve.

"O que vislumbramos é uma resolução que cubra todos os aspectos e que seja satisfatória para todas as partes envolvidas", disse ele quando questionado se o conflito se encaminhava para uma solução total.

Ele também garantiu que isso acontecerá "em breve".

A Arábia Saudita levou seus aliados Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito a cortar relações com o Catar em junho de 2017, argumentando que o país estava muito próximo do Irã e financiando movimentos islâmicos radicais.

Posteriormente, esses países expulsaram os cidadãos do Catar que residiam em seus territórios, fecharam seu espaço aéreo para os aviões catarianos e suas fronteiras e portos, separando algumas famílias mistas.

- Consulta sobre o Irã -

Na entrevista, o príncipe Faisal também pediu que os países do Golfo sejam consultados caso os Estados Unidos reativem um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

"O que esperamos, acima de tudo, é que sejamos totalmente consultados, que nós e nossos amigos da região sejamos totalmente consultados sobre as negociações com o Irã", disse ele à AFP.

"A única maneira de chegar a um acordo duradouro é conduzir tal consulta", acrescentou ele durante a conferência de segurança em Manama.

"Acredito que constatamos, que devido às consequências do JCPOA (acordo de Viena sobre a energia nuclear iraniana), o não envolvimento dos países da região leva a um acúmulo de desconfiança e uma negligência de questões que são de real preocupação e que têm um efeito real na segurança regional", sublinhou o ministro saudita.

Quando questionado se o governo do presidente eleito dos EUA Joe Biden já havia feito contato com vistas a alguma forma de renovação do acordo com o Irã, o príncipe Faisal respondeu que não havia ainda contatos, mas que "estamos prontos para nos envolver com a administração Biden assim que ela assumir".

"Estamos convencidos de que o novo governo Biden, mas também nossos outros parceiros, incluindo os europeus, reconheceram plenamente a necessidade de envolver todas as partes regionais em uma resolução", disse ele.

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